Alfabetização Midiática e Informacional e empregabilidade de jovens
um estudo comparativo entre norte e sul global
Palavras-chave:
Alfabetização midiática e informacional, Juventude, Competências digitais, EmpregabilidadeResumo
A transformação digital intensificou a centralidade da informação e da mídia na vida contemporânea, especialmente para os jovens que buscam inserção no mercado de trabalho. Nesse contexto, a Alfabetização Midiática e Informacional (AMI) se apresenta como competência estruturante, indispensável não apenas para a participação cidadã, mas também para a empregabilidade em sociedades cada vez mais mediadas por tecnologias. A UNESCO (2021) reforça que a AMI envolve a capacidade de buscar, avaliar criticamente e usar a informação de modo eficaz, ético e responsável, dimensões essenciais diante da proliferação de desinformação, da influência dos algoritmos e das novas demandas profissionais. Contudo, diferentes realidades sociais e econômicas impactam a forma como essas competências se desenvolvem. Enquanto o Norte Global, marcado por amplo acesso às tecnologias, direciona suas pesquisas para aspectos críticos, curriculares e reflexivos da AMI, o Sul Global evidencia lacunas mais estruturais, como desigualdades de acesso, ausência de políticas públicas eficazes e fragilidade formativa. Nesse cenário, compreender as contribuições e limites dos estudos acadêmicos sobre o tema permite identificar desafios comuns e específicos, reforçando a necessidade de políticas educacionais adaptadas aos distintos contextos. Assim, este artigo tem como objetivo analisar, a partir de uma revisão sistemática da literatura, como a AMI tem sido abordada em pesquisas realizadas em diferentes regiões do mundo, com foco no desenvolvimento de competências para a cidadania e a empregabilidade juvenil. A comparação entre Norte e Sul Global busca evidenciar convergências e divergências, destacando a AMI como um direito fundamental e um eixo estratégico para reduzir desigualdades e ampliar oportunidades.