O vestuário como inscrição

a moda de Ronaldo Fraga sob a ótica de Bruno Latour

Autores

Palavras-chave:

Memória Social, Cultura Popular, Bruno Latour, Ronaldo Fraga

Resumo

O presente artigo visa investigar o papel da moda enquanto instrumento de preservação da memória social e cultural, com base nos conceitos de Bruno Latour sobre de centro de cálculo, circulação de inscrições e redes de transformação. A partir da revisão de literatura, busca-se compreender como a moda conceitual brasileira, representada aqui pela obra do estilista mineiro Ronaldo Fraga, procede como um sistema de coleta, tratamento e disseminação de informações culturais. O estilista atua nesse sentido ao incorporar referências históricas, conhecimentos da cultura popular, memórias regionais e práticas tradicionais de artesanato em suas coleções. Cada peça de vestuário torna-se, assim, um “móvel imutável”, um artefato informacional que acumula as narrativas sociais e circula por diferentes contextos, como desfiles, exposições, músicas, vídeos e muitos outros. A pesquisa é fundamentada na revisão sistemática de estudos publicados entre 2014 a 2024 nas bases Scielo e BDTD. Como resultado, propõe-se a moda conceitual como uma forma de documentação que transforma a arte em suporte de memória. 

Publicado

13.01.2026

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