Bibliotecas como patrimônio cultural comunitário
relações subjetivas e intersubjetivas entre território, pessoas, memória, experiência e informação
Palavras-chave:
Bibliotecas, Patrimônio Cultural Comunitário, Bibliotecas – Território, Memória – Experiência e InformaçãoResumo
Esta investigação é parte de um projeto de pesquisa e propõe compreender as relações subjetivas e intersubjetivas entre território, memória, experiência e informação, investigando de que maneira as narrativas orais evocam vivências, saberes e conhecimentos locais registrados e transmitidos por meio das práticas sociais. A questão central que orienta o estudo é: como as bibliotecas públicas situadas em territórios periféricos do Brasil se constituem como espaços de preservação da memória e do patrimônio cultural comunitário? O objetivo geral consiste em analisar o potencial dessas bibliotecas enquanto espaços vivos de construção de sentidos, resistência simbólica e valorização da memória coletiva, contribuindo para a configuração teórica das bibliotecas públicas como lugares de preservação e promoção do patrimônio cultural comunitário. Trata-se de uma pesquisa social básica, exploratória e qualitativa, que utiliza a pesquisa bibliográfica como procedimento técnico para sustentar teoricamente a investigação. Justifica-se a relevância do estudo pela necessidade de ampliar o debate teórico e prático sobre as bibliotecas periféricas, historicamente invisibilizadas, e fortalecer sua função social no acesso à informação, à cultura e ao reconhecimento das identidades locais. A pesquisa articula-se ao ensino, à pesquisa e à extensão universitária, contribuindo para o desenvolvimento teórico no campo da Biblioteconomia e Ciência da Informação, além de fomentar a formação crítica e socialmente comprometida de futuros profissionais. Como considerações finais, destaca-se que o estudo reafirma o papel das bibliotecas periféricas como espaços de resistência, de construção de memórias e de fortalecimento dos vínculos comunitários, dialogando diretamente com o Grupo de Trabalho Informação, Cultura e Sociedade, ao compreender as bibliotecas como patrimônios culturais comunitários vivos.