Igualdade e Estudos de Gênero - saúde menstrual
revisão da literatura sobre saúde menstrual e igualdade de gênero
Palavras-chave:
Saúde Menstrual, Desigualdades de gênero, Saúde da mulher, Pobreza menstrual, Políticas públicasResumo
A saúde menstrual, cada vez mais reconhecida como questão de saúde pública e de justiça social, envolve dimensões biológicas, culturais e políticas que impactam diretamente a equidade de gênero e os direitos humanos. Este estudo teve como objetivo analisar a produção científica e documentos institucionais sobre saúde menstrual, com ênfase em seus impactos na saúde pública e nas políticas de enfrentamento às desigualdades de acesso a produtos e informações. Foi realizada uma revisão de literatura nas bases SciELO, PubMed e LILACS, com publicações dos últimos dez anos. Os resultados revelaram que, apesar de avanços recentes, como o Programa Dignidade Menstrual no Brasil, ainda existem limitações importantes. Persistem estigmas culturais e tabus em torno da menstruação, políticas públicas muitas vezes restritas à distribuição de absorventes, precariedade da infraestrutura escolar e sanitária e ausência de integração intersetorial entre saúde, educação e assistência social. Observou-se também que a adolescência constitui fase crítica para o enfrentamento da pobreza menstrual, sendo marcada por desinformação, evasão escolar e desigualdades de gênero. Conclui-se que a saúde menstrual deve ser compreendida como um direito humano e requer políticas inclusivas, educativas e sustentáveis, capazes de superar abordagens fragmentadas e promover maior dignidade e equidade.