Elas também querem ler

a importância da leitura e da biblioteca prisional como espaço de subjetivação de mulheres privadas de liberdade

Autores

  • Fernanda Aparecida Róhden Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)
  • Daniella Camara Pizarro Universidade Estadual de Santa Catarina (UDESC)

Palavras-chave:

Cárcere, Mulheres encarceradas, Leitura, Biblioteca prisional, Ciência da informação

Resumo

O Brasil possui a terceira maior população carcerária feminina do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China, totalizando 26.876 mulheres privadas de liberdade em um universo de 104,5 milhões de mulheres, segundo o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2022) e dados do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (INFOPEN, 2024). Dentre essas mulheres, apenas uma parcela participa de atividades educacionais ou laborais, sendo a literatura uma das práticas previstas na Resolução 391 de 10/05/2021, que estabelece diretrizes para o reconhecimento do direito à remição de pena por meio de práticas sociais educativas em unidades de privação de liberdade. Nesse contexto, a leitura nas prisões femininas pode ultrapassar seu caráter instrumental, voltado à remição de pena, para se configurar como uma prática de cuidado, capaz de mobilizar afetos, minimizar sofrimentos psíquicos e promover a emancipação subjetiva, possibilitando que mulheres encarceradas leiam e se reconheçam para além dos muros e grades. O presente trabalho busca evidenciar a importância e o papel da leitura nesses contextos, considerando a escassez de produções acadêmicas no campo da Ciência da Informação que abordem a temática sob a perspectiva de igualdade e estudos de gênero e da biblioteca prisional. A pesquisa é de natureza qualitativa, bibliográfica e aplicada, com caráter descritivo e os resultados foram organizados em três eixos: “Mulheres encarceradas no Brasil”; “A importância da leitura e da biblioteca prisional para mulheres no cárcere”; e “A (in)visibilidade das mulheres encarceradas nas pesquisas em Ciência da Informação”

Publicado

13.01.2026

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